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SEMANA SANTA EM GOIAS VELHO

Publicado Por goiasvelho no quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 | 09:12 Fonte Citada Abaixo

 Durante a Semana Santa a bela Cidade de Goiás é marcada por folguedos populares e festas religiosas. A exemplo de seu precioso patrimônio arquitetônico, a população da antiga capital de Goiás soube preservar também suas tradições.

As celebrações de Páscoa em Goiás Velho são realizadas há mais de 250 anos. Durante a Semana Santa, a beleza da cidade é intensificada por um festival de cores e músicas e pelos inúmeros visitantes que percorrem dia e noite as irregulares ruelas pavimentadas com pedras seculares.

De todos as cerimônias religiosas realizadas nesse período, a Procissão do Fogaréu, realizada na quarta-feira de trevas, é a que mais se destaca. O ritual, que é o ápice das festividades, retrata a captura de Jesus Cristo. Homens encapuzados saem da Igreja da Boa Morte seguidos por uma multidão levando tochas. A encenação é feita ao som de músicas do século XIX e uma fanfarra, introduzida em 1965 para pedir silêncio.

Mas esta é apenas a introdução dos célebres festejos de Páscoa. Na quinta-feira, durante o lava-pés, os fiéis cantam hinos e o Pange Língua, polifônico do século XIX. Na Sexta-Feira Santa, além das cerimônias estritamente litúrgicas, como a Adoração da Cruz, são realizados o canto do perdão, o descendimento da cruz e a Procissão do Enterro.

No Sábado de Aleluia acontecem apenas celebrações litúrgicas. Já o domingo de Páscoa é marcado pela alegria. Durante a madrugada, a Procissão da Ressurreição percorre as ruas centrais da cidade. Pela manhã a população se mobiliza para a famosa queima do Judas. Logo depois, ninguém pode perder a saída da Folia do Divino em frente à Catedral de Sant’Ana.

Goiás Velho tem a capacidade de nos fazer mergulhar na história de uma das maiores festas cristãs: a semana santa. A pouco mais de 300km de Brasília, ela remonta o passado com sua fachada colonial e seus festejos religiosos.

Mas as atrações da antiga capital do estado não param por aí. Além roteiro histórico-cultural, os viajantes também podem (e devem) curtir todo o cenário natural da região. São cachoeiras, rios e amplas áreas de preservação ambiental.

QUARTA - FEIRA

As pessoas que querem acompanhar todas as comemorações de Páscoa na cidade goiana devem se planejar, pois as festas começam antes do feriado.

O evento mais marcante do local, a Procissão do Fogaréu, começa às 23h59 da “quarta-feira das trevas”.

A essa hora, na frente da Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte, ponto de partida do trajeto, uma multidão aguarda o começo da caminhada.

Entre eles, estão 40 homens altos, encapuzados, vestindo túnicas reluzentes que estendem suas tochas mais alto do que qualquer outra das 500 tochas que foram distribuídas para a multidão. Eles são os farricocos, os grandes protagonistas da perseguição e prisão de Jesus.

À meia-noite, ninguém mais perceberá arquitetura colonial das casas do centro histórico da cidade, pois todas as luzes são apagadas e a única coisa a iluminar o caminho são as tochas. É nesse momento que a procissão realmente começa.

Os fiéis e curiosos vão andar por cerca de uma hora, até chegar ao seu destino final: a Igreja de São Francisco. A única parada do percurso acontece na Igreja do Rosário, onde está montada uma representação da última ceia. A encenação é toda feita ao som de músicas do século 19.

QUINTA A DOMINGO


Na quinta-feira, as celebrações continuam com a missa do lava-pés.

Durante a cerimônia, os fiéis cantam hinos do século 19. O lava-pés relembra o ato de humildade em que Cristo lava os pés de seus 12 discípulos na última ceia.

A sexta-feira em Goiás Velho é marcada por momentos como a Adoração da Cruz, o canto do perdão, o descendimento da cruz e a Procissão do Enterro. No sábado de aleluia, a população faz uma vigília durante todo o dia.

Já no domingo de Páscoa, a alegria volta para a cidade. De madrugada, a Procissão da Ressurreição percorre as ruas do centro histórico. Durante o dia, acontece a famosa queima do Judas.

Ecoturismo

Não são só os festejos religiosos movimentam a cidade durante o feriado. Os viajantes também podem aproveitar para conhecer as belezas naturais da região.

Entre os principais pontos do ecoturismo em Goiás Velho está a Serra Dourada, que apresenta uma fauna e flora extremamente diversificadas. Além de belas formações rochosas e areias coloridas que são utilizadas pelo artesanato local. Na Serra Dourada, existe uma área de proteção ambiental.

As cachoeiras merecem destaque. As mais conhecidas são a das Andorinhas, com 9m de altura, e o Poço dos Bispos, um tradicional ponto de banho do Rio Vermelho, antes que ele entre na cidade e receba a poluição.

As trilhas do Morro do Cantagalo, além do belo cenário, carregam lendas sobre esconderijos de ouro feitos pelos escravos.

A Cidade de Goiás também tem opções para quem gosta de cultura. Além da casa da escritora e doceira Cora Coralina, é possível encontrar uma série de outros museus como o Museu das Bandeiras e o Palácio Conde dos Arcos.

A Estrada Real e as Ruínas do Ferreiro permitem que o turista conheça um pouco da história do ciclo do ouro no Brasil. É importante lembrar que, em 2001, a cidade foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

COMO CHEGAR
De Brasília, toma-se a BR-060 até Anápolis, rumo a Inhumas. Lá, pega-se a GO-070 para Itauçu, Itaberaí e Cidade de Goiás.

ONDE FICAR
Pousada Atlanta – (62) 3372-1602
Hotel Atlanta – (62) 3372-1602


VISITE TAMBÉM

Palácio Conde dos Arcos - Destaque para móveis e objetos que datam do século 19, na construção que serve de residência oficial para o governador do estado de Goiás durante três dias em julho, quando Goiás Velho volta a ser capital.

Ateliê de Goiandira do Couto - O trabalho dessa artista plástica usa areias em vários tons encontradas na Serra Dourada e, assim como os doces cristalizados, é um dos orgulhos da cidade de Goiás.

Museu das Bandeiras - O prédio da antiga cadeia pública e Câmara Municipal foi reformado recentemente. Lá, o turista encontra objetos dos séculos 18 e 19.

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